Pés descalços na vida...

Quando pedimos aos céus com convicção, tudo acontece milagrosamente. A vida é isso, uma sucessão de surpresas, algumas aparentemente não tão boas, que cabe a nós considerá-las positivas - tudo tem um lado positivo - e outras visivelmente belas e incríveis. Deus não me deu ainda o emprego de volta, mas continuo na luta, à procura, e ele há de me ajudar, mas em compensação... deu-me a felicidade de encontrar um bem precioso, uma pessoa linda que eu vou aprender a amar, com todos os defeitos e virtudes.

Nada como uma história de amor para nos revigorar, em absolutamente tudo! Assim começou a minha, como começam tantas outras. Num mundo de desencontros, meus olhos viram que era possível viver ainda mais intensamente, assumindo o que eu sentia, para mim, e para ela. E foi sem medo que eu baixei a guarda e paguei para ver no que dava, um tiro no escuro que felizmente resultou nessa energia tão boa que hoje sai pelos meus poros... Pode parecer piegas acreditar em amor num mundo como o de hoje, mas como sou "amante à moda antiga", não me envegonho de ser, ridicularizada talvez, por quem ainda não tenha sido tocado por esse querer, tão imenso e espetacular.

Agora eu tenho tudo para ser ainda mais feliz! Meus dias prometem... acordo e rezo à Deus para que proteja o meu amor, e para que ele, em sua infinita bondade, proporcione a todos o que eu estou sentindo hoje. Mesmo que esse sentir não seja o que eu estou sonhando... mesmo que eu tenha imaginado demais, vale à pena todos os segundos dessa entrega. Uma grande amiga minha disse-me que estou na época errada, que deveria ter nascido no Romantismo, na escola literária do "Mal do Século", pois a intensidade que eu sinto as coisas é passional até o último fio de cabelo. E quero continuar assim. Ainda que dê errado, quero continuar exatamente assim!

"... então seguirei meu coração até o fim, pra saber se é amor..."



Bipolarmente deixado por Estela Carvalho às 13h23
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Quem não tem

teto de vidro

que atire

a primeira

pedra!







Estela/inquietude.Tenho 30 anos, moro no Rio de Janeiro, sou professora de Literatura Brasileira, amo a Língua Portuguesa. Ainda não descobri porque estou no mundo, pouco acredito, tudo questiono. Desisto da vida muito rápido, sempre que ela dói. Tenho muitas limitações, e quero ser o melhor possível. Não consigo compreender a crueldade das pessoas. Minhas paixões não têm medida. Abomino grades, necessito criar.



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