Bipolarmente deixado por Estela Carvalho às 20h20
[ ] [ espalhe esta mensagem ]







Ilusão,

Ilusão,

veja as coisas como elas são



Eis que se abre sobre nós o maior dos perigos de estar sozinho, desencontrado, desordenado, descompassado. Não bastassem as dores por elas próprias e suas conseqüências que sempre deixam marcas tristes em nossas histórias, a confusão de quem passa por problemas psiquiátricos de qualquer ordem nos joga uma espécie de areia branca da cegueira aguda. Quando nos recuperamos - parcialmente, porque não acredito em recuperação completa - e nos sentimos razoáveis, vemos que perdemos tanto! A capacidade de julgamento, a capacidade de inferir importância. E o que é tolo, fútil, de repente torna-se nosso bem mais precioso, enquanto desprezamos o caminho que devíamos seguir.

Armadilhas que não são exatamente armadilhas. As escolhas que todas as pessoas devem fazer, as mais simples, para nós, alçapões de dúvidas. É difícil entender o que é mais importante, o que é primordial, o que deve ser valorizado, e o que deve ser esquecido. E aí passamos a sugar a vida inteira, não damos conta de tudo e fatalmente somos enganados. Acreditamos no que não deveríamos acreditar. Achamos o caminho da salvação quinze vezes por dia! E esses caminhos eram tortuosos. E dispendemos nosso tempo com ilusões que de repente, como num passe de mágica, passam a fazer total sentido aos nossos olhos cegos de poeira! E nos debandamos rumo a esses objetivos absurdos, achando que eles são tudo o que necessitamos para enfim, respirar em paz.

Acreditamos no que queremos acreditar. Inventamos situações. Criamos pessoas inexistentes e transplantamos essas características perfeitas para pessoas que existem. E imaginando que encontramos, enfim, a companhia ideal, nos apaixonamos por essa pessoa perfeita... que é perfeita aos nossos olhos, mas que infelizmente não corresponde à realidade. E por mais que a vida nos mostre que essa pessoa não é nem de longe o que sonhamos, embarcamos total! Caímos às redes do ilusório com uma facilidade incrível, e rapidez também. Tudo nos emociona, e não é para menos, se trata de um sonho...  nos sonhos tudo é idealizado e belo. E não enxergamos a vida que segue, os dias que seguem, pois, presos estamos ao ilusionismo de nossa própria mente inventiva!

Eu me iludi. E essa não foi a primeira vez, nem a segunda, nem a décima quinta. Eu me iludi com as pessoas e com a vida, achava que agora poderia despontar um caminho, mas o caminho era aquele que se desfaz a cada passo dado, aquele que desaparece porque é mágico, porque não está plantado no mundo real, mas sim em nossa mente. É tão fácil para nós querer enxergar as luzes! Pena que olhamos sempre para o lado errado, pena que as luzes, as que realmente devemos procurar, não estão onde procuramos, porque estamos sempre no lugar errado, e as luzes em outro. Tudo que eu queria era um caminho. Uma luz que não apagasse ao abrir de meus olhos, uma luz que estivesse aqui, plantada na terra, e não um produto da mente desesperada à procura de solução!

Onde está a luz?



Bipolarmente deixado por Estela Carvalho às 17h45
[ ] [ espalhe esta mensagem ]






[ ver anteriores ]
 




Quem não tem

teto de vidro

que atire

a primeira

pedra!







Estela/inquietude.Tenho 30 anos, moro no Rio de Janeiro, sou professora de Literatura Brasileira, amo a Língua Portuguesa. Ainda não descobri porque estou no mundo, pouco acredito, tudo questiono. Desisto da vida muito rápido, sempre que ela dói. Tenho muitas limitações, e quero ser o melhor possível. Não consigo compreender a crueldade das pessoas. Minhas paixões não têm medida. Abomino grades, necessito criar.



Outros posts

3 Ver anteriores



Outras palavras

3 Doce Fel
3 Bipolar, eu?
3 Alice Carrol
3 Amar é viver
3 Dançar a vida
3 Bipolaridade
3 Blog do Tulim
3 Cabeza marginal
3 Debbie Drechsler
3 Blog da Marcinha
3 Mente Apaixonada
3 Matem-me, por favor
3 Império dos sentidos
3 Pensamentos bizarros
3 Olhando a vida de frente





Onde encontrar ajuda:

Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro - CPRJ
Rua Coronel Assunção, s/n - Saúde Rio de Janeiro Tel.: 2516.5504 (atendimento gratuito)

Casa de Saúde Saint Roman
Rua Almirante Alexandrino, 1342 Santa Teresa - Rio de Janeiro Tel.: 3861.8100 (atendimento convênios)




[fale comigo]











[eterna Santa Rita de Cássia,
rogai por nós!]