Na hora H
No dia D
Na hora de pagar pra ver

Grande dificuldade é ter que dominar as emoções. Quando se tem pela frente uma grande virada, um grande passo, um degrau a ser superado, uma mudança daquelas, é difícil não ficar ansioso e ter medo, mas é mais ainda para o paciente psiquiátrico, que naturalmente não consegue lidar com as próprias emoções. Se as pessoas normais têm a palma da mão transpirando e gaguejam, nós, os problemáticos, temos sintomas de ansiedade muito mais acentuados, do tipo que tiram a voz, que nos fazem incapazes de coisas que nós somos capazes.

Estou passando por algo parecido. Acho que todos já sabem, minha dissertação monográfica tem defesa pública agendada para o dia 11 de setembro próximo. Eu sei tudo o que tenho que falar, foram quase nove meses de pesquisas e de debruçar sobre os livros, posso dizer que domino o assunto ao qual me propus, entretanto... na platéia estarão grandes nomes acadêmicos, doutores em Lingüística, todos formados por Universidades Federais. Claro que isso dá um certo pânico, de na hora o branco aparecer e nada rolar mas... estou nessa até o pescoço, não há como recuar e dizer ao meu orientador, tudo bem Carlos, mas eu não vou não...

É preciso ter muita calma. Eu tenho certeza que vou me dar super bem, e se não for tão bem assim, que se lixe, sou marinheira de primeira viagem e não posso me criticar todo o tempo se não alcançar a famosa perfeição. Tudo bem que além de tudo isso eu sou virginiana, signo dos que almejam a perfeição em tudo, mas... não dá para levar isso à sério agora, não às portas de um grande passo que darei rumo à minha vida acadêmica recém iniciada.

Esse post é uma espécie de pedido: meus leitores, blogueiros e amigos queridos, que vocês rezem por minha gloriosa alma, dia 11, sábado, estarei entregue à cova dos leões, passando por uma grande provação, sem poder e sem ter a menor condição de ser provada de porra nenhuma, porque humor para isso eu não tenho, ou aliás, tenho dois humores para isso, um deprimido e um eufórico... qual eu escolho? Certamente o eufórico! E que todos nós nos unamos numa grande e imensa reza, porque eu vou precisar! É isso! E que venha a defesa pública, seja o que Deus quiser!



Bipolarmente deixado por Estela Carvalho às 23h10
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Quem não tem

teto de vidro

que atire

a primeira

pedra!







Estela/inquietude.Tenho 30 anos, moro no Rio de Janeiro, sou professora de Literatura Brasileira, amo a Língua Portuguesa. Ainda não descobri porque estou no mundo, pouco acredito, tudo questiono. Desisto da vida muito rápido, sempre que ela dói. Tenho muitas limitações, e quero ser o melhor possível. Não consigo compreender a crueldade das pessoas. Minhas paixões não têm medida. Abomino grades, necessito criar.



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Casa de Saúde Saint Roman
Rua Almirante Alexandrino, 1342 Santa Teresa - Rio de Janeiro Tel.: 3861.8100 (atendimento convênios)




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